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REFLEXÕES SOBRE MANEIRAS DE SECAR AS MÃOS: PAPÉIS TOALHA, TOALHAS CONTÍNUAS DE PANO E SECADORES ELÉTRICOS DE AR QUENTE 


O papel tem enfrentado diversas concorrências bastante acirradas na preferência dos consumidores em relação ao surgimento de produtos alternativos. Uma das disputas que mais tem chamado a atenção, exatamente por ser facilmente notada em banheiros públicos de aeroportos, estações rodoviárias, estádios esportivos, lojas, hospitais, “shopping centers”, hotéis e restaurantes é a forma disponibilizada para se secar as mãos após a lavagem das mesmas. As opções para se fazer essa operação são as seguintes: toalhas de papel, toalhas contínuas de tecido de algodão, secadores elétricos a ar quente. Entretanto, raramente a opção é dada ao cliente ou usuário do banheiro público. Quem oferece o sistema é exatamente quem coloca o banheiro para uso da sociedade, ou seja, o dono ou gestor do estabelecimento comercial.
 
Qualquer usuário de um banheiro público valoriza a higiene, a organização, a iluminação, a odorização do recinto e a disponibilização dos insumos que ele vai precisar (sabonete, papel higiênico, meio para secar as mãos). Ele também não gosta de ter que entrar em filas, seja para usar o sanitário, ou para lavar e secar as mãos. Afinal, o ambiente não é recomendado para se ficar lá por mais tempo do que o estritamente necessário.
 
As condições inadequadas nos banheiros causam desconforto e insatisfação aos usuários. Se eles forem clientes do estabelecimento comercial transferem essa insatisfação no ato de compra. Por essa e outras razões de cunho higiênico, os banheiros públicos precisam estar sempre limpos e conservados. Nenhum usuário gosta de ver os pisos molhados e sujos, tampouco de encontrar restos de papéis (toalha e higiênico) esparramados no chão. Como a higiene pessoal recomenda que as mãos sejam lavadas diversas vezes ao dia, se o cliente levar uma má impressão do banheiro, ele tenderá a rejeitar ter que voltar a ele. Poderá até mudar suas preferências de compras ou de estabelecimentos.
 
Por outro lado, o usuário gosta de ter conforto e artigos que lhe deem conveniência, ainda que essas conveniências sejam oferecidas de graça. Ele sempre tem o seu lar como comparação. Lá, raramente ele tem instalado um sistema de ar quente ou um toalheiro de toalha contínua para secar as mãos. Por outro lado, em quase todas as cozinhas dos lares brasileiros se encontram para uso eventual as toalhas de papel. Portanto, o usuário do banheiro público já tem certa empatia e aceitação pela toalha na forma de papel. Em seu banheiro caseiro, ele está acostumado com toalhas de pano felpudas e cheirosas, muito diferentes do que ele encontra nos banheiros públicos. Porém, ele tende a aceitar o que lhe é oferecido, pois é algo eventual e não rotineiro. Por isso mesmo, ele raramente tem sua opinião ouvida pelos que instalam banheiros públicos.
 
Quando se questiona um usuário de banheiro público sobre qual sua forma preferida para secar as mãos, ele responde vagamente e com diferentes pontos de vista. Tudo depende de sua formação e valores, de sua conveniência e do seu conhecimento acerca dos diferentes sistemas. Um ambientalista, que não deseja gastar recursos naturais escassos com um ato tão simples, diria que a melhor forma de secar as mãos seria passar as mesmas sobre a cabeleira, ou na parte traseira de suas calças: afinal a mão já está limpa, e nada irá trazer de inconveniente aos cabelos e às roupas. A grande maioria prefere as toalhas de papel, pois elas são versáteis e absorventes. Elas permitem enxugar o rosto e a boca, quando se lava a face ou se escovam os dentes. Servem ainda para limpar os sapatos ou para remover alguma sujeira grosseira que se instalou nas roupas, utensílios de uso pessoal, etc. É por essa razão que quando um usuário de banheiro público não encontra as desejadas toalhas de papel, ele busca compensar essa falta utilizando o papel higiênico colocado ao lado dos vasos sanitários.
 
Raramente um usuário de banheiro público aprecia o secador de ar quente. Apesar de reconhecerem valor ambiental e econômico do mesmo, sua performance não é vista como eficiente, rápida ou prazerosa. Entretanto, é o que mais se encontra em banheiros de alta frequência de usuários, como em aeroportos, cinemas e “shopping centers”. Isso pelas vantagens que esses secadores oferecem em termos de redução de custos, de estoques, de reposições e de trabalho de pessoas. Já em ambientes mais sofisticados, como restaurantes e hospitais, as opções são toalhas contínuas de pano ou toalhas de papel de maior qualidade.
Secadores elétricos de ar quente demandam muito pouco trabalho de quem faz a manutenção das condições de higiene dos banheiros. Não requerem reposições de papel ou pano, não necessitam de estoques desses insumos - só precisam de uma tomada e de eletricidade disponível. Entretanto, sua manutenção deve ser constante e deve-se dispor de peças de reserva em estoque. Seu preço é elevado, mas por demandar baixo custo operacional tem “pay back” bastante rápido. Por isso, a preferência dos donos de estabelecimentos comerciais onde existem muitos usuários para os banheiros. Sua maior poluição é o ar quente viciado dos banheiros, que pode transferir germes para as mãos dos usuários. Entretanto, a maioria das pessoas não se atenta para isso, até mesmo porque já considera que ao entrar no banheiro já está em um “ambiente viciado e perigoso”. Por isso, se o banheiro oferecer a opção de álcool gel faça uso imediato, após secar as mãos.
 
As toalhas contínuas de pano são vistas como pouco práticas pelos usuários - são difíceis de serem manuseadas e não oferecem muito comprimento de pano para os atos de higiene. Como elas são guardadas úmidas dentro dos dispensadores, esses logo tendem a enferrujar e colaboram para uma má impressão do sistema. Entretanto, já existem dispensadores mais eficazes quanto a isso. Elas são também mais difíceis de serem estocadas e trocadas após completar o uso. Já as tolhas de papel possuem reposição bem mais fácil. Por outro lado, as toalhas de pano são reutilizáveis após lavagem/secagem, enquanto o destino único das toalhas de papel usadas é o lixo. O papel de uso sanitário não desfruta da oportunidade de ser reciclado por estar contaminado com germes e resíduos orgânicos dos usuários.
 
De qualquer maneira, independentemente de qual seja o tipo de secagem de mãos que se tem disponível, todos possuem vantagens e desvantagens. Eles também têm seu impacto ambiental, não há dúvidas. Por essa razão, vale a pena conhecer esses fatos com maior profundidade. É o que faremos a seguir:
 
Vantagens e desvantagens de cada tipo de secadores de mãos
 
Vamos tentar fazer isso de forma individual e não comparativa, colocando cada sistema com seus aspectos relevantes.
 
• Vantagens das toalhas de tecido de algodão
 
- são funcionais, higiênicas, práticas;
- são reutilizáveis após lavagem/secagem;
- são duráveis;
- são efetivas em custo, pois não se convertem em resíduos.
 
• Desvantagens das toalhas de tecido de algodão
 
- necessitam de lavagem intensa e secagem esterilizante;
- necessitam de embalagem, estocagem, transporte, manuseios intensos.
 
• Vantagens das toalhas de papel
 
- são funcionais, higiênicas, práticas, flexíveis, convenientes;
- são amigas do usuário;
- possuem alta capacidade de absorção e rapidez para uso;
- são efetivas na limpeza e na secagem, removendo tanto a água como resíduos de partículas presentes nas mãos.
 
• Desvantagens das toalhas de papel
 
- não são recicláveis, gerando resíduos sólidos a serem gerenciados;
- necessitam consumos importantes de água, terra, madeira, insumos químicos e energia na fabricação do papel;
- custo total elevado, até mesmo porque os usuários tendem a usar muito mais folhas do que seria necessário (usam 3 a 4 quando poderiam usar 1 ou 2);
- favorecem o vandalismo nos banheiros, pois são inflamáveis e quando úmidas se convertem em pelotas de massa que são arremessadas para grudar no teto, paredes, etc.;
- necessitam de embalagem, estocagem, transporte, manuseios intensos.
 
• Vantagens dos secadores elétricos a ar quente
 
- econômicos, práticos, de rápido “pay back”;
- facilidades na instalação e utilização;
- ausência de poluentes que possam ser notados pelos usuários;
- baixo impacto ambiental, conforme apontado por diversos estudos de avaliação do ciclo de vida.
 
• Desvantagens dos secadores elétricos a ar quente
 
- não atendem inteiramente às exigências de conforto e conveniência dos usuários;
- alta potência requerida (1.700 a 2.200 Watts em operação e 2 Watts em estado de espera);
- alta demanda de energia elétrica para cada operação de secagem (entre 0,020 a 0,040 kWh/operação);
- a emissão de ar quente aumenta a temperatura dos sanitários nos verões quentes, aumentando o desconforto nos banheiros;
- aspiram um ar viciado e transferem esse ar às mãos do usuário, mesmo quando possuem filtração antibactericida;
- exigem estoques de peças de reposição e manutenção;
- não funcionam quando falta energia elétrica;
- possuem tempo lento de secagem (em geral toma 30 a 45 segundos) o que acaba por criar filas em banheiros com alta frequência de uso.
 
Aspectos ambientais e ACV – Avaliação do Ciclo de Vida
 
Existem inúmeros estudos ambientais comparativos entre os diferentes tipos de secadores de mãos. Em geral, esses estudos são feitos com base em ACV’s, que avaliam todos os efeitos ambientais desde a concepção de cada produto até seu destino final, como se diz na prática, “do berço ao túmulo”.
Infelizmente, as ACV’s são muito sensíveis às condições locais onde são feitos os estudos, bem como quanto às hipóteses consideradas. Elas podem variar em suas conclusões de acordo com o tipo de energia (fonte renovável ou fóssil) utilizada na manufatura ou no funcionamento do produto, ou na quantidade de folhas de papel toalha que o usuário consumir, ou na forma de se lavar as toalhas de pano, ou também se o papel é feito com fibras virgens certificadas ou fibras secundárias recicladas. Enfim, cada caso é um caso, mas existem considerações mais globais e gerais, não tão específicas, que procuraremos lhes relatar a título de contribuição para aumento do estoque de conhecimentos. Os interessados em conhecer mais podem procurar alguns desses estudos na literatura, ou mesmo tentar construir uma ACV específica para a sua situação.
 
Todos os três tipos de maneiras de secar as mãos têm efeitos e afetam o ambiente e os ecossistemas. Tudo que é antrópico e frequente acaba tendo seu impacto ambiental - já se conhece bem acerca dos impactos da humanidade sobre os recursos naturais.
 
Nas ACV’s são avaliados:
 
• Quantidade de gases de efeito estufa gerados na fabricação e operação;
• Contribuição para a acidificação e para o enriquecimento em nutrientes de solos e águas;
• Quantidades liberadas de poluentes aéreos, hídricos e de resíduos sólidos;
• Consumo de energia, água e outros insumos - cumulativos ao longo do ciclo de vida;
• Potencial de geração de ozônio fotoquímico;
• Potencial de reciclagem e reuso;
• Necessidade de embalagem, manuseio, transporte e reposições;
• Necessidade de trabalho manual;
• Efeitos socioambientais ao longo do ciclo e após o final de uso (“morte do produto”);
• Impactos econômicos como parte dos estudos de sustentabilidade;
• Impactos na qualidade dos ecossistemas.
 
Em quase todos os estudos disponibilizados, as vantagens ambientais e econômicas dos secadores elétricos a ar quente são destacadas em relação aos outros dois modelos de secagem. Suas vantagens são principalmente devidas à não geração de resíduos, à simplicidade nas operações e ao custo operacional, requerendo mínimos insumos para sua operação. Os fabricantes e vendedores desse tipo de secadores valorizam muito esse fato e atuam de forma agressiva nos mercados, tentando aumentar seu “market share”.
 
As toalhas de pano, por serem reusadas e duráveis, também acabam tendo vantagens sobre as toalhas de papel.
 
Por seu lado, as toalhas de papel, quer sejam as produzidas a partir de fibras virgens certificadas, ou de fibras recicladas, acabam ficando mais prejudicadas nessa avaliação por serem descartadas após uso e por terem um processo de fabricação que demanda quantidades importantes de energia (vapor e eletricidade), água e insumos químicos.
 
Considerações finais
 
Dificilmente os fabricantes de papel toalha terão condições de reverter as conclusões das avaliações do ciclo de vida comparativas entre esses sistemas, ainda mais para um país como o Brasil, onde a matriz energética se apoia em hidroeletricidade, termoeletricidade de biomassa renovável e mais recentemente em energia eólica.
Entretanto, o papel toalha conta com a simpatia e a preferência da maioria dos usuários, o que poderia levar o setor de fabricação de papel a promover a utilização de sistemas alternativos e integrados. Significaria se disponibilizar em um mesmo banheiro público duas opções: um de toalhas e outro de secagem ao ar quente. Isso colocaria ao usuário a condição de poder escolher, de fugir de filas e de ter alternativas para secar as mãos quando da falta de energia elétrica.
 
Outras linhas de trabalho que poderiam ser promovidas pelo setor papeleiro seriam:
 
• A conscientização dos cidadãos para usar menos toalhas em cada ato de secagem;
• A utilização de alguma percentagem de fibras recicladas na receita do papel toalha e valorizar esse fato de ser uma indústria que pratica a reciclagem;
• A melhoria da qualidade das toalhas, dando-lhes maior resistência quando se tornam umedecidas no ato de se apanhar a folha no dispensador para se retirar a mesma (muitas se desfazem nas mãos pela pouquíssima resistência que possuem);
• Melhorar a qualidade do picote separador de folhas e adequar os dispensadores de folhas para que elas sejam mais facilmente liberadas individualmente;
• Promover as virtudes e a imagem do papel, que é um produto renovável e fabricado por uma indústria que está comprometida com a prática da sustentabilidade.
 
Enfim, alternativas existem, a pior delas seria o enfrentamento e as críticas sem fundamentações aos outros sistemas alternativos de secagem de mãos. Até mesmo os mais fervorosos papeleiros também lavam e secam as mãos e conhecem as virtudes e as desvantagens de seus produtos. Valorizemos, portanto, nossas vantagens e trabalhemos duro para minimização das desvantagens. Ao mesmo tempo, devemos mostrar nossa gratidão aos milhões de usuários que apreciam e amam o papel como meio de secar as mãos, oferecendo-lhes vantagens na qualidade dos produtos papeleiros, em seus preços e na conscientização de como melhor usar o papel, esse bem ímpar que o homem soube criar.
 
Fonte: http://www.eucalyptus.com.br/newspt_jul12.html
 
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Carlos Eduardo Dzialoschinsky
Econoágua

 

 

 

 


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